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🔧 Programmierung 🕛 vor 2 Monaten 9 Min Lesezeit
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MCP na prática: Tools, Resources e quando usar cada um

↗ Quelle (dev.to)
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Aprendizados de construir um servidor MCP de catálogo de cursos — da POC à produção.









O que é o Model Context Protocol (MCP)?



O Model Context Protocol (MCP) é um padrão aberto que permite que aplicações de IA (como o Cursor, Claude Desktop ou outros hosts) se conectem a fontes de dados e ferramentas externas de forma padronizada.



Pense no MCP como uma tomada universal: em vez de cada editor inventar sua própria integração com bancos, APIs e scripts, todos falam o mesmo protocolo — JSON-RPC 2.0 — sobre um transporte (stdio ou HTTP).




CODE
┌─────────────┐     JSON-RPC      ┌─────────────┐     HTTP/SQL    ┌─────────────┐
│ Cursor │ ◄──────────────► │ MCP Server │ ◄─────────────► │ Backend │
│ (cliente) │ tools/call │ (adaptador)│ │ (dados) │
│ │ resources/read │ │ │ │
└─────────────┘ └─────────────┘ └─────────────┘






O MCP não substitui sua API de negócio. Ele é a camada de adaptação entre o modelo de linguagem e o mundo real.









As três primitivas do MCP



O protocolo expõe três tipos de capacidade. Entender a diferença entre elas é o ponto central deste artigo.
































Primitiva Metáfora Quem controla Protocolo
Tool Verbo — fazer algo
Modelo (com supervisão humana) tools/call
Resource Substantivo — ler algo
Aplicação / usuário resources/read
Prompt Template — como fazer
Usuário prompts/get





Tools — ações invocáveis



Tools são funções que o modelo pode chamar. Cada tool tem nome, descrição, schema de entrada (JSON Schema via Zod) e retorna um resultado.




CODE
{
"name": "criar_curso",
"description": "Cria um novo curso no catálogo.",
"inputSchema": {
"type": "object",
"properties": {
"titulo": { "type": "string" },
"cargaHoraria": { "type": "number" }
},
"required": ["titulo", "cargaHoraria"]
}
}






Quando o modelo usa: o usuário pede uma ação — "crie um curso de NestJS com 12 horas" — e o modelo decide invocar criar_curso.



Características:




  • Pode ter efeito colateral (criar, atualizar, deletar, enviar email)

  • Retorna erro estruturado com isError: true para o modelo se corrigir

  • O humano deve estar no loop (aprovação, logs, confirmação)






Resources — dados passivos legíveis



Resources são dados identificados por URI que o host ou o modelo podem ler para obter contexto.




CODE
cursos://catalogo          → catálogo completo (JSON)
cursos://f47ac10b-58cc-... → detalhes de um curso
file:///docs/guia.md → documento estático






Quando o modelo usa: o usuário quer consultar informação — "quais cursos existem?" — ou o host anexa o resource automaticamente ao contexto.



Características:





  • Somente leitura (por design)

  • Identificados por URI (esquemas customizados são permitidos)

  • Podem ser fixos (cursos://catalogo) ou templates (cursos://{uuid})

  • Application-driven: o host decide como exibir e quando incluir no contexto






Prompts — templates reutilizáveis



Prompts são modelos de instrução parametrizados que guiam o modelo por um fluxo conhecido.




CODE
/plan-vacation destination=Barcelona duration=7 budget=3000






Quando usar: fluxos repetíveis onde você quer consistência — onboarding, checklists, workflows de revisão.









A regra de ouro: Tool vs Resource




































Pergunta Se a resposta for sim →
A operação altera algo no sistema? Tool
A operação só lê dados existentes? Resource
O modelo precisa decidir agir com parâmetros? Tool
O dado serve como contexto de referência? Resource
validação complexa ou efeito colateral? Tool
O host pode anexar automaticamente ao chat? Resource





Exemplo concreto: catálogo de cursos



Na V2 do nosso projeto, tínhamos três tools:




CODE
listar_cursos   → leitura (mas exposta como Tool)
buscar_curso → leitura (mas exposta como Tool)
criar_curso → escrita ✓






Na V3, separamos corretamente:




CODE
Resources:
cursos://catalogo → leitura do catálogo
cursos://{uuid} → leitura de um curso

Tools:
criar_curso → escrita
atualizar_curso → escrita
arquivar_curso → escrita






Por que mudamos? Porque listar_cursos e buscar_curso não tinham efeito colateral — eram consultas disfarçadas de ações. Isso gerava redundância: o modelo podia escolher entre duas formas de fazer a mesma coisa, sem critério claro.









Quando usar Tools






✅ Use Tool quando...




































Cenário Exemplo
Criar dados criar_curso({ titulo, cargaHoraria })
Atualizar dados atualizar_curso({ id, cargaHoraria: 10 })
Ações de domínio
arquivar_curso({ id }) — não é DELETE, é ação de negócio
Operações com validação Rejeitar curso arquivado, validar campos obrigatórios
Integrações externas Enviar email, chamar webhook, processar pagamento
Cálculos ou transformações Gerar relatório, converter formato





❌ Não use Tool quando...




























Cenário Use em vez disso
Listar dados sem efeito colateral Resource (cursos://catalogo)
Consultar um registro por ID Resource (cursos://{uuid})
Expor documentação estática Resource (docs://api-reference)
Anexar contexto ao chat Resource (application-driven)








Quando usar Resources






✅ Use Resource quando...
































Cenário Exemplo
Catálogo ou lista de referência cursos://catalogo
Detalhe de entidade por URI cursos://{uuid}
Documentação, schemas, configs
file:///README.md, schema://database
Dados que mudam pouco e servem de contexto Políticas, glossários, FAQs
O host precisa descobrir o que existe
resources/list + resources/templates/list





❌ Não use Resource quando...




























Cenário Use em vez disso
Operação que altera estado Tool
Busca com filtros complexos Tool (ex.: buscar_cursos_por_categoria)
Ação que exige confirmação humana Tool
Processamento ou cálculo Tool





Resource fixo vs template























Tipo URI Quando usar
Fixo cursos://catalogo Dado único, endereço conhecido
Template cursos://{uuid} Parametrizado, N instâncias








Quando usar Prompts






✅ Use Prompt quando...




  • Existe um fluxo repetível com parâmetros conhecidos

  • Você quer consistência na forma como o modelo aborda uma tarefa

  • O usuário invoca explicitamente (slash command, palette)






❌ Não use Prompt quando...




  • A tarefa é ad hoc e imprevisível → deixe o modelo usar tools/resources livremente

  • O fluxo depende de muitas variáveis dinâmicas → tools são mais flexíveis









Transporte: stdio vs HTTP



O MCP define como cliente e server se comunicam. Isso é independente de Tools/Resources.























Transporte Como funciona Quando usar
stdio Cursor spawna processo; JSON-RPC via stdin/stdout Dev local, integração com editores
Streamable HTTP Server HTTP remoto; POST/GET com JSON-RPC Deploy remoto, múltiplos clientes, auth HTTP





stdio — nosso caminho na POC






CODE
{
"mcpServers": {
"mcp-cursos": {
"command": "node",
"args": ["apps/mcp/dist/mcp.js"],
"env": {
"BACKEND_URL": "http://localhost:3000/mcp/v1",
"API_KEY": "sua-chave"
}
}
}
}






Vantagens: simples, zero config de rede, padrão do ecossistema.


Limitação: processo local — o Cursor precisa spawnar o binário.





Streamable HTTP — evolução futura



Server expõe URL (https://api.exemplo.com/mcp); auth via header Authorization: Bearer. Indicado para produção compartilhada entre times.







Arquitetura: MCP não é o backend



Um erro comum é colocar toda a lógica dentro do MCP server. A arquitetura que adotamos separa responsabilidades:




CODE
┌──────────────────────────────────────────────────────────┐
│ apps/mcp Adaptador MCP (stdio) │
│ - Registra tools e resources │
│ - Traduz MCP → HTTP │
│ - Não conhece banco de dados │
└────────────────────────┬─────────────────────────────────┘
│ HTTP + API Key

┌──────────────────────────────────────────────────────────┐
│ apps/backend API de negócio (NestJS) │
│ - REST /mcp/v1/cursos │
│ - Auth, validação, regras de domínio │
│ - TypeORM + SQLite │
└──────────────────────────────────────────────────────────┘






Por quê?




  • Backend testável isoladamente (curl, Postman)

  • MCP fino — só adaptação de protocolo

  • Mesma API serve MCP, integrações externas e mobile

  • Deploy independente (MCP local, backend remoto)



A spec MCP não prescreve como o server fala com sua API. REST, gRPC ou chamada in-process — escolha de implementação.









Evolução do nosso projeto: V1 → V2 → V3




































Versão Leitura Escrita Persistência Auth
V1 Tools (listar, buscar) Tool (criar) Mock in-memory
V2 Tools (listar, buscar) Tool (criar) SQLite + backend HTTP API Key
V3
Resources (cursos://…)
Tools (criar, atualizar, arquivar) SQLite + soft delete API Key


A V3 aplicou a regra: Resource = ler, Tool = agir.









Decisões de domínio que impactam o MCP






Arquivamento (soft delete)



Em vez de deletar cursos, arquivamosarquivado: true. O curso some do catálogo ativo, mas continua consultável por URI.




























Onde Comportamento
cursos://catalogo Lista só cursos ativos

cursos://{uuid} arquivado
Retorna curso com arquivado: true

atualizar_curso em arquivado

Bloqueado — exige reativar antes (futuro)
arquivar_curso
POST /cursos/:id/arquivar — ação explícita





Atualização parcial



atualizar_curso aceita titulo e/ou cargaHoraria — pelo menos um obrigatório. Alinha com PATCH REST e evita reenviar dados desnecessários.









Notificações: subscribe e listChanged



A spec MCP permite que o server notifique o cliente quando resources mudam (resources/subscribe, resources/listChanged).



Com subscribe: após criar_curso, o Cursor poderia atualizar cursos://catalogo automaticamente no contexto.



Sem subscribe (nossa V3): o modelo relê o resource quando o usuário pede — "mostra o catálogo atualizado".



Para a maioria dos casos, relê quando necessário é suficiente. Subscribe faz sentido quando o catálogo muda constantemente e o host precisa de refresh automático.









Checklist rápido para seu próximo MCP



Antes de implementar, pergunte:





  1. O que é leitura? → Resource com URI clara


  2. O que é ação? → Tool com schema validado


  3. O MCP fala direto com o banco? → Prefira não; use API intermediária


  4. stdio ou HTTP? → stdio para local; HTTP para remoto


  5. Preciso de notificações? → Comece sem; adicione se o refresh manual incomodar


  6. Tools de leitura coexistem com Resources? → Evite redundância









Referências






  • Repositório de referência: projeto mcp-cursos — POC com V1 (mock), V2 (backend), V3 (resources)









Conclusão



MCP não é magia — é protocolo. Tools são verbos, Resources são substantivos, Prompts são roteiros. Separar leitura de escrita torna seu server previsível para o modelo e mais fácil de manter para você.



Comece simples: stdio, poucas tools, mock ou API mínima. Evolua para Resources quando a leitura passiva fizer sentido, e para HTTP remoto quando precisar compartilhar o backend entre clientes.



O catálogo de cursos que construímos passou por três versões até chegar nesse modelo. Cada iteração ensinou algo — e documentar essas decisões (ADRs, glossário, este post) evita que o próximo dev reinvente a roda.






Escrito com base na implementação do projeto mcp-cursos — grill sessions, ADRs e código real.

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